Não Olhe Pra Dilma!

A Folha pediu aos presidenciáveis que escalassem um representante para apresentar, em artigo, as principais diretrizes econômicas que norteariam sua política econômica em um eventual mandato na Presidência da República. E Lula escalou Guido Mantega, ministro da Fazenda em seu governo e no de Dilma.

Em seu artigo, Mantega aponta, com razão, o fracasso econômico deste governo, mas defende que o atual quadro de estagnação econômica “contrasta com o desempenho da política econômica social desenvolvimentista dos governos Lula e Dilma”, afirmando que “entre 2003 e 2014, o PIB brasileiro teve um crescimento médio de 3,5% ao ano, enquanto o desemprego caiu abaixo de 6%”.

Por que Mantega e Lula querem esconder os últimos dois anos de governo do PT? O que aconteceu nesses dois anos para que Lula queira, desesperadamente, apagá-los da história?

Nesses dois anos, o Brasil pagou a conta das políticas econômicas adotadas pelo PT nos anos anteriores, do crescimento descontrolado do gasto público, da forte intervenção estatal na economia, do represamento de preços e da contabilidade criativa. Enfim, de toda a maquiagem e anabolizantes dos quais o governo do PT usou e abusou para produzir os resultados artificiais do final da primeira década dos anos 2000, os quais, estes sim, Lula e Mantega querem agora anunciar aos quatro ventos, ignorando suas consequências. Mas o custo desse populismo econômico, porém, foi imenso.

A economia brasileira, que já vinha crescendo lentamente desde 2010, estacionou de vez em 2014 e mergulhou na maior recessão de nossa história em 2015 e 2016, no segundo mandato de Dilma. O PIB do país caiu 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o que significa quase 10% de queda da renda média do brasileiro. Não há registro de resultado pior em nossa história. Em 2017, o desemprego atingiu uma taxa de 13,7%, o que representava cerca de 14,2 milhões de brasileiros desocupados. E, ainda em 2015, a inflação alcançou 10,7%, taxa maior até mesmo do que a já absurda inflação que o país vive hoje. E sem pandemia.

Ignorando tudo isso, Mantega comemora ainda a conquista do grau de investimento durante sua gestão. Não conta que essa conquista foi fruto justamente da manutenção, nos primeiros anos de governo do PT, do tripé macroeconômico herdado do governo FHC, que tinha como um dos fundamentos a meta de superávit primário. Sua gestão foi responsável por abandonar esse fundamento, o que levou o país a perder o grau de investimento, ainda sob o governo do PT. Episódio que Mantega também esquece de citar em seu artigo.

Apesar de tanta desinformação, porém, não se pode falar que o texto do ex-ministro não serve para nada, uma vez que evidencia, de forma clara, a estratégia eleitoral de Lula. É impossível negar a dimensão da tragédia econômica e, consequentemente, social produzida pela política econômica petista e colhida ainda no governo Dilma. Um meteoro não teria produzido tamanho estrago. Resta a Lula, portanto, fingir que Dilma não existiu, e evitar que a sociedade se lembre de como termina o populismo econômico praticado pelo PT. Lula tentará convencer o eleitor que o meteoro econômico causado por eles não existiu. Porém, a verdade está logo ali: basta que você abra os olhos e olhe pra Dilma!

A Folha pediu aos presidenciáveis que escalassem um representante para apresentar, em artigo, as principais diretrizes econômicas que norteariam sua política econômica em um eventual mandato na Presidência da República. E Lula escalou Guido Mantega, ministro da Fazenda em seu governo e no de Dilma.

Por que Mantega e Lula querem esconder os últimos dois anos de governo do PT? O que aconteceu nesses dois anos para que Lula queira, desesperadamente, apagá-los da história?

Nesses dois anos, o Brasil pagou a conta das políticas econômicas adotadas pelo PT nos anos anteriores, do crescimento descontrolado do gasto público, da forte intervenção estatal na economia, do represamento de preços e da contabilidade criativa. Enfim, de toda a maquiagem e anabolizantes dos quais o governo do PT usou e abusou para produzir os resultados artificiais do final da primeira década dos anos 2000, os quais, estes sim, Lula e Mantega querem agora anunciar aos quatro ventos, ignorando suas consequências. Mas o custo desse populismo econômico, porém, foi imenso.

A economia brasileira, que já vinha crescendo lentamente desde 2010, estacionou de vez em 2014 e mergulhou na maior recessão de nossa história em 2015 e 2016, no segundo mandato de Dilma. O PIB do país caiu 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o que significa quase 10% de queda da renda média do brasileiro. Não há registro de resultado pior em nossa história. Em 2017, o desemprego atingiu uma taxa de 13,7%, o que representava cerca de 14,2 milhões de brasileiros desocupados. E, ainda em 2015, a inflação alcançou 10,7%, taxa maior até mesmo do que a já absurda inflação que o país vive hoje. E sem pandemia.

Ignorando tudo isso, Mantega comemora ainda a conquista do grau de investimento durante sua gestão. Não conta que essa conquista foi fruto justamente da manutenção, nos primeiros anos de governo do PT, do tripé macroeconômico herdado do governo FHC, que tinha como um dos fundamentos a meta de superávit primário. Sua gestão foi responsável por abandonar esse fundamento, o que levou o país a perder o grau de investimento, ainda sob o governo do PT. Episódio que Mantega também esquece de citar em seu artigo.

Apesar de tanta desinformação, porém, não se pode falar que o texto do ex-ministro não serve para nada, uma vez que evidencia, de forma clara, a estratégia eleitoral de Lula. É impossível negar a dimensão da tragédia econômica e, consequentemente, social produzida pela política econômica petista e colhida ainda no governo Dilma. Um meteoro não teria produzido tamanho estrago. Resta a Lula, portanto, fingir que Dilma não existiu, e evitar que a sociedade se lembre de como termina o populismo econômico praticado pelo PT. Lula tentará convencer o eleitor que o meteoro econômico causado por eles não existiu. Porém, a verdade está logo ali: basta que você abra os olhos e olhe pra Dilma!

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